Justiça condena casal envolvido na morte do PM Juliedes em Sarandi

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CONDENADOS

Vagner Mariano, de 29 anLos, e Débora dos Santos Alves, de 25 anos, foram condenados pela justiça pelo assassinato do soldado da PM (Polícia Militar), Juliedes Nunes, morto aos 37 anos, com vários tiros no conjunto Vale Azul em Sarandi. O crime aconteceu em abril de 2019.

Vagner e Débora foram condenados por homicídio triplamente quaificado e disparo de arma de fogo. O acusado teve pena estipulada em 22 anos e três meses de reclusão, enquanto a acusada teve pena proferida em 17 anos e nove meses. Ambos vão cumprir a pena em regime fechado e poderão pleitear na justiça o regime aberto após cumprimento de 2/5 da pena.

Segundo a apuração policial, Mariano foi quem executou o policial. Débora que era casada com um primo do executor, teria atraído a vítima até o local do crime. A polícia apurou à época, que o policial foi morto por ter combatido o tráfico de drogas no bairro. Segundo as investigações, a presença dele ‘incomodava’ os traficantes. Após matar o PM, o atirador fugiu e foi preso ano passado no Paraguai.

Já Débora foi capturada pela polícia pouco tempo depois do crime. Ao longo das investigações, ambos confessaram às autoridades a participação na morte do policial. Eles foram indiciados no crime de homicídio qualificado. Os dois já começaram a cumprir a pena e, tanto a defesa, quanto o MP (Ministério Público) podem recorrer da decisão.

Debora já cumpriu dois anos e meio em prisão preventiva que serão abatidos na execução penal.

PRISÃO DO EXECUTOR 

Foi preso nesta quinta-feira, 29/4/21, em Santa Rita, no Paraguai, Vagner Mariano de 29 anos. Segundo a Polícia Civil de Sarandi, ele é o principal suspeito de executar a tiros em 2019, o soldado do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) Juliedes Nunes, 36 anos. Mariano foi preso pela polícia Paraguaia e deverá ser transferido para o Brasil nos próximos dias. Adriano Garcia Evangelista, delegado de Sarandi, disse durante entrevista, que foi de suma importância, a participação da Soldado Rozilda do 04°BPM de Maringá, para a realização da prisão do criminoso.

Ao tomar conhecimento que o suspeito poderia estar escondido no país vizinho, a policial militar fez contato com as forças de segurança do Paraguai, que montaram uma força tarefa no intuito de localizar o assassino. Vagner foi localizado em uma propriedade rural. Considerado de alta periculosidade, o suspeito havia sido preso em agosto de 2019 (quase quatro meses após executar o PM) em Vila Velha (RO). Em fevereiro do ano passado, Mariano fugiu do presídio Urso Branco, onde estava e não havia sido mais capturado. No momento da abordagem policial e que foi identificado, segundo informações repassadas à reportagem, ele não resistiu a prisão.

O caso

A execução do policial aconteceu no Distrito do Vale Azul, em Sarandi no dia 25 de abril de 2019. Após algumas horas do crime, investigadores da polícia civil e policiais militares chegaram a prender dois homens e uma mulher, suspeitos de participação no crime. Durante as investigações conduzidas pelo delegado Adriano Garcia, se descobriu que o principal suspeito de ser o executor seria Vagner Mariano que até então estava foragido.

Débora dos Santos Alves de 24 anos, a mulher que atraiu o soldado até o local da execução, confirmou ao delegado que o atirador seria Vagner Mariano. Juliedes foi vítima de uma emboscada, e no decorrer das investigações se descobriu que o policial militar foi morto porque combatia o crime no Distrito do Vale Azul e bairros adjacentes, principalmente o tráfico de drogas.

Após o setor de inteligência da Policia Militar detectar que homem apontado de ser o assassino do soldado Juliedes, estava escondido em um outro estado, as informações foram repassadas à Policia Civil de Sarandi. Diante das provas colhidas e levantadas no decorrer do trabalho investigativo, representou junto a justiça os mandados de busca e apreensão, além de prisão do suspeito.