Polícia Civil segue investigando morte de adolescente

158

INVESTIGAÇÃO – O delegado adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Felipe Ribeiro Rodrigues, responsável pela apuração do Caso Alekson – o menino que morreu durante uma briga de adolescentes, na noite desta terça-feira (21), na zona norte de Apucarana -, informou que a principal linha investigativa da Polícia Civil ainda considera a morte do estudante provocada por um mal súbito decorrente da briga.

Segundo a autoridade policial, após ouvir três adolescentes envolvidos nos fatos e algumas testemunhas,  “não há indícios que mostrem que houve intenção de matar”, diz o delegado. De acordo com o delegado, havia uma desavença entre a vítima e o menor suspeito e outros envolvidos que estimularam o entrevero. “Mas a briga ocorreu, de fato, entre os dois. Não envolveu vários contra um. Os outros estavam estimulando. E não foi usado qualquer objeto, como pau ou pedra, ou mesmo alguma arma na briga. Por isso, pelos indícios, a provável causa morte não seja algum trauma decorrente da briga”.

VELÓRIO – O corpo de Alekson Ricardo Kongeski  chegou no início da noite desta quarta-feira (22) na Capela Mortuária do Jardim Ponta Grossa.  O menino morreu durante uma briga de adolescentes, na noite desta terça-feira (21), na zona norte de Apucarana.

Um grande número de pessoas – entre familiares, amigos e moradores do bairro – se reuniu no local para prestar solidariedade à família. O clima era de tristeza e também revolta.

AÇÕES – A direção do Colégio Cívico-Militar Padre José Canale, no Jardim Ponta Grossa, em Apucarana, pretende realizar uma série de ações junto à comunidade escolar na próxima semana após a morte do estudante Alekson Ricardo Kongeski, de 13 anos. O garoto morreu após uma briga nas proximidades da escola, após o fim das aulas, no início da noite de terça-feira (21).

O garoto teria sido violentamente agredido por um grupo de adolescentes. Ele chegou a ser socorrido pelo Samu e Siate, mas morreu minutos após de dar entrada no Hospital da Providência. O diretor do colégio, Roberto Carlos de Oliveira, mais conhecido como Canela, afirmou nesta quarta-feira (22) que a morte do estudante gerou comoção.

Ele afirma que está aguardando a chegada da comissão de direitos humanos da Secretaria de Estado da Educação e Esportes (Seed-PR) para definir as estratégias que serão adotadas, mas afirma que serão realizadas palestras e reuniões com a comunidade escolar para debater o problema da violência e defender uma “cultura de paz”.

“O momento é muito triste para mim também, como diretor. A gente está no dia a dia das crianças, tentando ensinar que a violência não compensa”, diz Canela. O diretor observa que a briga não ocorreu dentro da escola, mas, sim, após o horário de aulas a cerca de 250 metros do portão do colégio. As aulas do “Canale” terminam às 18h30. A sexta aula, na maioria dos dias, é reservada justamente para abordar temas cívicos e militares.

Segundo Canela, a escola já realiza um trabalho de combate à violência na rotina diária das atividades.  “A gente passa de sala em sala falando sobre a não-violência. Temos uma psicóloga disponível toda terça-feira para conversar com os alunos, por exemplo”, observa. Segundo ele, o colégio “é seguro”. “Não temos brigas dentro da escola. É algo que pode ser confirmado pela Patrulha Escolar. Foi algo que aconteceu fora do colégio, envolvendo alunos de outras escolas”, diz

Ele afirma que será necessário um acompanhamento psicológico com os estudantes a partir da próxima semana, quando as aulas serão retomadas. A Seed-PR determinou a suspensão das atividades nesta semana, retornando as atividades na segunda-feira (27). Segundo ele, não havia informações de conflito entre os estudantes. “Não ouvi nada, inclusive, o aluno que morreu era muito tranquilo. Quando acontecem (provocações ou ameaças de brigas), os próprios alunos avisam. Não foi o caso”, diz Canela. Ele admite, no entanto, que um dos alunos envolvidos tinha um histórico de problemas no ambiente escolar, mas que não havia indícios de que alguma movimentação diferente estivesse acontecendo.

COLABOROU: TN ONLINE / SILVIA VILARINHO