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Mulher esfaqueada pelo marido pede ajuda na delegacia de Maringá

Uma mulher de 53 anos, identificada como Elza Meira, ficou ferida após ser atingida por uma facada na noite de terça-feira, 18, em Maringá. Mesmo ensanguentada e com um ferimento profundo no abdômen, a vítima conseguiu sair de casa e buscar ajuda no plantão da Polícia Civil, localizado na Mandacaru. Segundo informações apuradas no local, Elza chegou à delegacia bastante ferida e foi imediatamente amparada pela investigadora Flávia Benites e pelo policial civil Anderson, que prestaram os primeiros atendimentos e acionaram as equipes de emergência.

Socorristas do Siate, e uma equipe médica do Samu foram mobilizados. Durante a avaliação, foi constatado que a mulher apresentava um ferimento profundo provocado por faca na região abdominal. Após receber medicação e ser estabilizada, ela foi encaminhada ao Hospital Santa Rita. Durante o atendimento, Elza relatou aos policiais que teria sido atacada pelo próprio marido dentro da residência do casal, localizada na Rua das Dálias, no Jardim Maravilha. A casa fica a aproximadamente 300 metros da delegacia.

Ainda conforme o relato da vítima, após ser ferida, ela temeu ser morta e conseguiu pular o muro da residência para fugir do agressor. Mesmo machucada e perdendo sangue, percorreu o trajeto até a delegacia, onde pediu socorro. Diante das informações, o policial civil Anderson e um investigador Eduardo da Delegacia de Homicídios, que chegava ao plantão para atender outra situação, foram até o endereço indicado pela vítima. No imóvel, os policiais localizaram Odair Felipe Roberto, de 51 anos, marido de Elza.

O homem foi preso em flagrante, algemado e conduzido ao plantão da Polícia Civil de Maringá para as providências cabíveis. Durante as diligências, a faca apontada como utilizada no crime foi localizada dentro de uma lixeira nas proximidades da delegacia e apreendida pelos policiais. Segundo a Polícia Civil, Odair Felipe Roberto possui registros anteriores relacionados à violência doméstica. As circunstâncias e a motivação da agressão serão apuradas pela Polícia Civil. A delegacia deverá ouvir a vítima após a paciente deixar o hospital.

Fotos: André Almenara