A Polícia Civil do Paraná passou a investigar como possível homicídio o desaparecimento das primas Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, desaparecidas desde o último dia 20 de abril, na região de Cianorte, no norte do Paraná. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (29) pela equipe responsável pelo caso.
Segundo as investigações, um homem de 39 anos, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Sagaz” ou “Dog Dog”, é apontado como principal suspeito. De acordo com a polícia, ele está foragido, possui mandado de prisão em aberto por roubo agravado e utilizava identidade falsa. Durante entrevista coletiva, o delegado responsável informou que as jovens deixaram Cianorte por volta das 22h39 na companhia do suspeito, em uma caminhonete preta clonada. O veículo teria circulado por cidades da região, incluindo Jussara, município onde uma das vítimas morava.
A investigação também revelou que, após o desaparecimento das primas, o suspeito teria passado por Maringá, informação obtida por meio de levantamentos realizados pela polícia ao longo da apuração. Ainda conforme a PCPR, postagens feitas pelas jovens nas redes sociais durante a madrugada, além de dados de localização e registros de conexão à internet, ajudaram a traçar o último percurso conhecido das vítimas. A última atividade digital delas foi registrada na madrugada do dia 21 de abril.
A polícia informou ainda que o suspeito já era conhecido no círculo social das jovens e teria apagado fotos de seus perfis nas redes sociais pouco tempo após o desaparecimento. O investigado foi reconhecido por testemunhas e também por uma ex-esposa. Ele possui antecedentes por crimes patrimoniais e teria se deslocado por diferentes cidades da região após o sumiço das jovens.
Apesar da principal linha de investigação apontar para homicídio, a polícia não descarta outras hipóteses, como sequestro ou cárcere privado. O pedido de prisão temporária do suspeito já foi encaminhado à Justiça e recebeu parecer favorável do Ministério Público.
As buscas continuam, e a Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada de forma anônima pelos telefones 181, 190 ou 197.



















